Neste espaço online, você encontrará singelos alfarrábios de alguém em meio ao turbilhão do mundo, mas com a graça de DEUS! Seja bem-vindo sempre e leia insights para a sua reflexão.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
INSISTÊNCIA SOB O SOL
E o vento molhasse
O Sol esfriasse
E o frio esquentasse.
Se as nuvens cantassem
E o som desaparecesse
O outono e a primavera sorrissem
E o inverno de buscar o verão se cansasse.
Se o mundo a você imitasse
E uma estrela lhe desejasse
O seu brilho partisse
E você se despedaçasse
Ainda assim, o seu olhar me fascinaria
Não vejo o farol no seu rosto mais
Mas lhe amo de noite e de dia.
A minha insistência sob o Sol
É fruto de uma paixão sofrida demais
Não desisti de você, serei seu anzol."
(Sara Guimarães de Oliveira - 06/12/06)
Folha opaca melancólica
Opaca? Era opaca coisa nenhuma
A planta estava era brilhando
A sombra me oprimia de maneira inédita.
Meu DEUS! Como a melancolia consegue vida?
Como o amor pode ceder espaço para o...
Não, o amor não cedeu espaço
Só está um pouco tristonho
Oh! Que desencanto humano!
A tarde fria dá asas à imaginação
O aspecto concreto das coisas encolhidas
Será que a emoção brigou com a razão?
Oh, não! A razão está de suspensão
E agora? A vida será uma canção?
Quem molda o vaso é o oleiro
Assim a canção vem moldada pelo poeta
Ele precisa moldá-la bem
Isso, já que é a sua formatação
Vá! O molde é o coração mais próximo!"
(Sara Guimarães de Oliveira - 10/11/06)
Trator de minha emoção...
Suma da minha essência
Apaguei de mim a sua existência
O meu coração não pode ser seu!
Onda de terror que me invadiu
Você é um trator, um imbecil
O meu amor você nunca viu
Te amei como amor de mil.
Catástrofe no meu ser
Pavor nas minhas artérias
Loucura nas minhas vértebras
Assim consigo definir você.
Por que cruzou o meu caminho
Se não era para ser meu?
Por que foi um espinho
Para machucar aquilo que ofereci como seu?
Inverno! Trovoada!
Desilusão! Tempestade!
Loucura! NADA!
(Sara Guimarães de Oliveira - 22/01/08)
GELO
Manto do cultivo de folga
Sentimento em voga
A neve está na direção.
O coração resfriado
Gotas da chuva torneira
Sem telhado emotivo nem beira
Ao correr do amor sufocado.
Sentimento nervoso
Zero bússola no deserto
Destino caráter maldoso
Solidão coração bem perto.
Flocos gelados tanto
Nuvens carregadas
Mensagem, portanto:
Emoções ameaçadas!
(Sara Guimarães de Oliveira - 31/05/08)
Surpresa nas emoções... Pessoas...
Penso que nos enganamos com a reciprocidade dos sentimentos que provêm do outro. Algumas pessoas conquistam a nossa emoção, sentimos pelas tais grande consideração e acreditamos que uma amizade está no berço. Porém... aqui existem duas formas de contradição:
Aquela que a pessoa lhe conquista inconscientemente e você tenta a reciprocidade e fica totalmente frustrado e decepcionado. A outra é quando parece que houve a reciprocidade no pretérito momento, mas depois ficamos em dúvida quanto a sua existência: será que não houve sincero sentimento? Será que o contato das emoções não foi profundo?
As suas raízes pareciam tão entrelaçadas, a irmandade crescia de forma inaudita; todavia percebemos que não pensamos simultaneamente, eu considero mas o outro desconsidera a minha consideração. Eu penso, porém o outro não consegue pensar, nem com as pistas de minhas falas de mel, que ele é o pensamento que estou a pensar...
MEU DEUS, ISSO O QUE SERÁ?
Esta reviravolta de sentimentos que nos arremessa ao espaço, esse sentimento intenso que descarrega todas as nossas emoções, acompanhado de um acorde melancólico...
MAS A SURPRESA CHEGOU!
Com garra, deslumbrante na vitória, com glória! Pessoas que tivemos afeição, mas ficavam em 2º plano, não hesitam em compartilhar emoções, carinho... Por que não percebemos antes? O coração humano não é de grande confiança... Ele engana os seus próprios donos!
O importante é construir pontes no lugar dos muros gigantescos que tendemos a construir em decorrência das frustrações que fazem doer o coração; das mãos que nunca se uniram, dos abraços que jamais existiram...
Aproveitemos a oportunidade de descobrir nos relacionamentos, novas oportunidades e seguir em frente sem cessar na jornada, no batente sentimental. Desfrute da amizade, ela é uma pérola quando encontrada... antes, é um botão de rosa ansioso por desabrochar...
Estou plena... Ah! Como estou plena! Afinal, estou aprendendo a distinguir a verdade em matéria de emoção e estou presenciando a ilusão não mais amadurecendo, mas tendo uma colisão e se transformando em desilusão! Oh! Como é bom sentir a verdade, mesmo que mistérios não venham a ser desvendados; estou satisfeita com reencontros reais e emocionais.
Sim, estou lutando pela vida de minhas amizades, pelo cultivo delas, pela fraternidade... Seguindo em frente, sempre contente, sendo futurista do presente e olhando para o alto: MEU DEUS, A VIDA PODE SER DIFERENTE! Estou esperando a Tua aprovação, Tu és o Dono de minha emoção!
(Sara Guimarães de Oliveira - 2006)
Possível carta de Brás Cubas para a sonhada Marcela (ao contrário)
Como a Lua aparece, assim eu desejei os seus lábios de surpresa...
Como o Sol resplandece de maneira inédita, assim eu desejei ser a mulher de seu coração...
Como as estrelas dividem o Céu, assim eu desejei os meus lábios repartidos entre os seus...
Como o vento anuncia a chuva que refresca, assim eu desejei o anúncio de nosso casamento...
Como o ar está em toda a parte, assim eu desejei ocupar o órgão que pulsa e coordena a sua vida em seu lado esquerdo...
Como a chuva que umedece, assim eu desejei sentir em toda a minha face as suas lágrimas de felicidade...
CONSEGUI? FOI UM SONHO!
Mesmo que você nunca soube do meu amor, que nunca fez idéia de que me inspirou tantos versos, precisa escrever que amei muito você!
Talvez você nunca leia essas frases, mas um dia saberá que lhe amei assim como o martelo bate o prego.
Talvez a sepultura lhe dirá, se em vida você não souber.
Porém, NÃO POSSO LHE AMAR MAIS... Te amei e esse amor entreguei a DEUS, pois só Ele é capaz de dissolvê-lo! SEJA FELIZ! E, mais do que nunca, quero lhe dizer:
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Crônica da Língua Portuguesa... Nascida em 2005...
Primeiro dia do ano de dois mil e três. À noite, o céu de estrelas pontilhado realçava formas geométricas diversas, que reluziam na tela aluzada. Foi quando, melancólica e desiludida, olhei e captei o recado que quisera ser tão subliminar, emitido por aquela nuvem de imagem donzela.
A inatingível nuvem, com seus gestos vagarosos, como a me observar tranqüila e demasiadamente, formava, delicadamente em série, a consoante "F", seguida pela vogal "A" e, logo atrás, a resoluta "N", consoante. A nomenclatura delas e o fonema concretizado e soado, me fez parar, pensar, refletir e meditar... Talvez fossem letras imaginárias, ou até mesmo de outrora, que ficaram cuidadosamente arquivadas em minha memória; mas a mensagem era para aquela exata hora. Pude perceber a importância, mais do que nunca, da comunicação, por mais restrita que esta seja.
Contudo, o foco para o qual a minha atenção fora direcionada naquela solitária e tristonha noite, foi a origem daquela seqüência de letras. Foi aí que senti a importância de um idioma para determinado povo... E a nuvem, tão bem feita pelo seu Criador, estava só querendo transmitir para mim, que minha pessoa como brasileira deveria ter a honra de saber pronunciar um maravilhoso idioma: a Língua Portuguesa! Minha face corou de vergonha e meus lábios se estremeceram de pavor, já que a razão transmitiu ao meu coração o horror que era possuir um tesouro tão valioso como aquele e não lhe atribuir o merecido valor. A correria do cotidiano havia me isolado da essência da grandeza bela e resplandecente que a Natureza poderia ter me presenteado desde antes.
Depois da profunda mas breve reflexão, elevei os meus olhos para o Céu e contemplei uma cena deslumbrante: aquela nuvenzinha modesta, porém com admirável destaque, continuava o seu caminho, mais abrilhantada pela Lua, e era como se mantivesse um sorriso... arremessado pelos ares... Sorriso este que tinha o poder de chamar a atenção não só minha, mas de todos aqueles que estivessem desapercebidos com as coisas da vida que têm realmente valor, mas este é difícil de ser legalmente atribuído.
Baixei a minha cabeça, fechei os meus olhos e comecei a imaginar, imaginar, imaginar. Mais do que depressa, levantei e me prostrei em uma mesa e, com uma caneta, passei todas as minhas idéias para aquele papel que, para mim, agora tinha até um aroma gratificante. Não satisfeita, a cada dia mais, buscava mais conhecimento literário e gramatical. Encantei-me de uma forma tão especial com essa Língua, ela é simplesmente inaudita! E a partir daquele memorável dia, busco a cada instante aprender das fontes mais completas de conhecimento, já que sou herdeira e, sendo assim, tenho o dever mais que direito, de conhecer, pronunciar e escrevê-la satisfatoriamente.
Vez ou outra, fico pensando como essa minha atitude inovadora pôde aliviar a tensão daquela noite e conseguiu aumentar a minha auto-estima, pois agora me sinto valorizada, pois além de ser uam criatura de DEUS, cidadã com direito a diversificações particulares, sou uma "fã" de nossa espetacular Língua! Fico a lamentar, mas acreditando que muitas outras pessoas, principalmente a geração dos jovens, venha a ter consciência da importância da Língua.
Aquele "Feliz Ano Novo" se tornou: Feliz Aprendizado Novo"... Por causa de uma simples forma que uma encantadora nuvem pôde exibir para uma lição me transmitir."
(Sara Guimarães de Oliveira - 2005)