"Vi uma folha opaca diante de mim
Opaca? Era opaca coisa nenhuma
A planta estava era brilhando
A sombra me oprimia de maneira inédita.
Meu DEUS! Como a melancolia consegue vida?
Como o amor pode ceder espaço para o...
Não, o amor não cedeu espaço
Só está um pouco tristonho
Oh! Que desencanto humano!
A tarde fria dá asas à imaginação
O aspecto concreto das coisas encolhidas
Será que a emoção brigou com a razão?
Oh, não! A razão está de suspensão
E agora? A vida será uma canção?
Quem molda o vaso é o oleiro
Assim a canção vem moldada pelo poeta
Ele precisa moldá-la bem
Isso, já que é a sua formatação
Vá! O molde é o coração mais próximo!"
(Sara Guimarães de Oliveira - 10/11/06)
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